domingo, 3 de janeiro de 2010

O que nos fizes'te?

"Quando te deres conta, um dia vais estar sozinho, vais fechar os olhos e tudo à tua volta estará negro, vais sentir'te em câmera lenta e o mundo à tua volta depressa demais.
Vais pensar em todos os números da tua agenda telefónica e na verdade não vais ter nenhum a quem ligar.
A tua boca vai tentar chamar alguém, mas não vai haver ninguém que largue tudo para te ir dar um abraço, ninguém vai passar horas contigo só para desabafares e não te sentires sozinho, ninguém de vai deitar no colo até tu pensares que o mundo lá fora está melhor.
Nessa fracção de segundos, quando os teus pés perderem o chão, vais'te lembrar da minha ternura, da minha presença, das minhas palavras, do meu toque, do meu sorriso infatil. Virão súbitas memórias dos meus apertados abraços, dos meus beijos, da minha preocupação contigo e só vai haver a nossa musica a tocar no teu rádio.
E num novo momento vais sentir um aperto no peito, uma pausa na respiração... e por momentos vais parar no tempo para ter o nosso mundinho delicioso de novo. O nome disso é "saudade", aquilo que eu tanto tinha e te dizia sempre...
E quando tu finalmente marcares o meu número, ele estará ocupado demais ou nem será mais o mesmo ou simplesmente eu não o queira atender mais. E se bateres á minha porta ela estará muito trancada e se estiver algum dia aberta mostrará simplesmente um casa vazia.
Os teus olhos vão ensinar'te o que são lágrimas, aquelas que eu dizia que ardiam tanto...
O nome do enjôo que vais sentir chama'se "arrependimento" e a falta de fome que virá chama'se "tristeza"
Então quando os dias passarem e eu não te ligar, quando nada de bom de acontecer, quando adormeçeres a olhar para o telemóvel à espera de uma mensagem minha, quando ninguém te olhar com os meus olhos ternurentos vais encontrar a famosa "solidão".
A partir daí o que acontecerá chama'se "surpresa" e provavelmente o remédio para todas essas sensações é o tal do "tempo", aquele que tu tanto me falavas..."





*Até sempre

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